posso pedir pra 2016 acabar? a gente já pode pular pra 2017?

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sempre imaginei que o período pós-formatura fosse ser um período de crise: esperei pelo pior e estou vivendo o pior¹. parte de mim está completamente desesperada; outra está numa experiência extracorpórea, um espectador esperando que passe a parte ruim de um filme²; a última parte tem um ar quase contente e diz “eu já sabia”.

¹: o pior da época de recém-formada. não é que a minha vida esteja repleta de tragédias. nada disso.

²: apesar de ser dramática, eu sei que vai passar em algum momento, porque simplesmente não pode continuar assim pra sempre.

uma outra consideração sobre 2015:

  • adotei uma gata. e que experiência maravilhosa viver com braços e tornozelos mordidos e arranhados, ser acordada com patinhas andando na minha cama, gastar todo o meu dinheiro com ração, areia e idas ao veterinário.

 

Depois de muito tempo sem ler nada que não fossem fanfics em inglês ou quadrinhos, reencontrei um blog que eu acompanhava há muito tempo. Até tentei comentar, mas a internet? o blogger? o universo? alguém decidiu que não era pra dar certo, e meu comentário se perdeu. Serviu pelo menos para o exercício de tentar escrever uma coisa coerente.

E já que eu fiz a primeira tentativa de coerência, por que não fazer a segunda?

Por onde eu ando? Ando pela faculdade, perto de me formar e em pânico por causa disso, namorando um cara maravilhoso e super bacana ( 😀 ) (tópico que merece um post próprio), tentando – e falhando – fazer milagre com a balança do tempo para contemplar as obrigações, as pessoas queridas e o que mais aparecer.
Por onde eu não ando? Claramente, não ando pelo blog. Até tento, mas, meu Deus, a escrita me abandonou totalmente. Nem um cartão eu consigo escrever. Também não ando pela academia – da vida saudável só ando mesmo perto da parte das saladas no almoço (e é à custa de muito peso na consciência)
E por onde eu deveria andar? Deveria andar estudando para a prova de residência do final do ano, mas é meio difícil parar tudo e dar aquele gás quando você nem sabe o que fazer depois. Isso sem contar com os dias em que você simplesmente não quer nada depois.

Escrever já foi uma parte fundamental da minha vida, tanto que tive blogs durante minha adolescência inteira, e, já adulta (socorro!), não consigo (e não quero) me desfazer desse. Mas não dá pra negar que não é mais a mesma coisa. Primeiro porque eu “não sei” mais (nunca soube, na verdade) escrever: parece besteira, mas tenho certeza que meus posts aos 16 eram melhores – se você ignorar o drama – que agora aos 23. Quanto mais velha eu fico, menos sei me comunicar. Depois porque a necessidade não é mais a mesma: passei cinco meses sem atualizar e mal percebi. Se antes todos os meus pensamentos eram automaticamente elaborados na forma de um post, hoje não é mais assim. Ainda sinto necessidade de escrever alguma coisa vez por outra (quando estou triste, confusa ou agoniada – como aquele amigo que só quer saber de você quando tem um problema), mas nem sempre dá tempo, nem sempre consigo elaborar, nem sempre tenho coragem (e para isso existem os rascunhos). E nisso a vida passa, só que sem registro por aqui. 

Estou sumida, mas não morta. 

Minha resolução de ano novo de olhar as coisas pelo lado positivo e não se desesperar tão facilmente durou incríveis sete dias.
Não que eu acreditasse que seria uma resolução facilmente cumprida, mas eu esperava recaídas mais leves, não uma bela de uma síndrome de abstinência tão cedo.

Dos anos bons ele foi o pior. Dos ruins, foi o melhor.
Perdi um monte de coisa (de viagens a dança a terapeuta a passarinho) e ganhei outras (de primos a porres a chaveiros a novos amigos).
2013 fez meu coração doer de muitas formas, nenhuma delas séria demais, ainda bem. Provavelmente foi um ano que já começou perdendo, porque eu achei que não ia dar certo e (inconscientemente e com uma teimosia que só agora descobri que tinha) moldei meu ano às expectativas. Por outro lado, também não posso ser injusta: perdi o prêmio principal, mas a consolação foi boa. Não tão doce, nem tão sonhada, mas igualmente aproveitável.

Como uma amiga disse no facebook, 2013 termina com cara de season finale. As expectativas para o internato (que começa em 3 dias!!!!!!) são grandes, o medo é maior ainda, e (quase) tudo o que eu espero dos próximos dois anos é conseguir aprender muito e me acostumar com a idéia de ser médica sem ter um ataque de ansiedade.
Que venha 2014, que venha o internato (e o que mais vier), e may the odds be ever in our favor.

R.I.P. Bimbinho

O periquito mais fã da Shakira que eu tive a alegria de conhecer (o único, na verdade).
Foram três anos, muito obrigada por eles.